O santuário

História

A ANUNCIAÇÃO

NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

Exatamente, seria ela a anunciada, a grande protetora do povo de Deus. Em dois momentos narrados descrevemos a história para dizer que em 1816 mais precisamente no dia 16 de janeiro teríamos a primeira capela dedicada a nossa mãe. Registro do bispado do Rio de Janeiro diz: Dom José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro, quando em Laguna por ensejo de sua primeira visita pastoral ao sul do Brasil concedeu em dois de setembro de 1815 despacho favorável ao requerimento, a ele endereçado pelos moradores pioneiros de Araranguá, para construção de uma capela, cujas obras já estavam em andamento. Essa capela, dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens, teve sua inauguração em 11 de janeiro de 1816, sendo atendida pastoralmente, pelos Padres Manuel Fernandes, Jerônimo Francisco Coelho e José Luis, da Paróquia de Laguna, cuja área jurisdicional se situava a referida comunidade.

Em outra narrativa quando em janeiro de 1816 regressa Dom Coutinho do Rio Grande. Assim diz: No dia 6 andei 12 léguas, e destes, 3 as Torres até Arroio Grande, 4 léguas daqui até Lagoinhas, 4 léguas até Conventos, uma légua até a barra do Araringuá, onde dormi na casa do alferes comandante deste registro, Lino dos Santos. N.B Entre Lagoinhas e Conventos passam-se três arroios; o do Silva, o da Baleia, e outro inominado. Não fui visitar e dormir na casa da viúva Dona Brígida, como ela esperava nem lhe falei do terreno da capela curada de Araringuá, porque me consta que nem ela se opõe já, nem pude ajustar aos moradores sobre este local que deixei a diligencia ao Padre Cruz. E a este mesmo deixei comissão para visitar e benzer a dita capela com o cemitério. Ao curato já é desmembrado o direito de todo o pé de altar sobre as 400 almas desde Lagoinhas. Vide esta provisão no livro de visita. No mais esta capela parece-me mais bem estabelecida junto ao morro dos conventos do que na Barra Velha, aonde não vi senão charcos e areias.

N.B. Prometi ao alferes Lino e outros de lhes mandar do Rio de Janeiro uma boa imagem da Mãe Dos Homens para orago da capela. Nos dias 7 e 8 não andei mais do que as 3 léguas que vão de Araringuá a Urussanga, aonde parei por causa de muita chuva... No dia 09 andei 10 léguas, que tantos são de Urussanga até a Vila de Laguna.

Podemos imaginar a pequena e humilde capela construída pelos devotos em 1816, acima certamente é a segunda capela da comunidade registrada em foto pelo Sr. Bernardino de Senna Campos. Como transcorre a história somente em 04 de maio de 1848 a povoação de Araranguá fica desmembrada da freguesia de Santo Antônio dos Anjos, de Laguna para formar a nova freguesia sob a invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Com a Lei provincial No 272 caberia a escolha de um local definitivo para sede da Freguesia, por isso foi constituída uma comissão composta por 04 senhores de bem, representantes da comunidade num todo e que passam a ser personagens desta história, a saber; Bartolomeu Antônio do Canto, Felisberto Antônio de Souza, Mathias Francisco de Bem e Mariano José Bittencourt.

Assim sendo a comissão agiu e encaminhou a câmara de Laguna a posição definida do local da nova freguesia, que registrou um voto em separado, ficando então a comunidade de Campinas como sede da nova freguesia.

A Partir daí Campinas “Araranguá” começa a organizar-se pois vira agora freguesia “Paróquia”. A primeira e humilde capelinha de Araringuá (“Cangicas”) passa a ter Bom Jesus da Coluna como protetor.

O povo de Deus começa um novo momento, a expectativa de ter um Padre para conviver e viver em oração com seu povo, e ter Nossa Senhora Mãe dos Homens como Padroeira e protetora de todo este povo.

Organizar-se era preciso, pois precisavam corresponder aos desejos atendidos e para tanto a divina Mãe dos Homens passou a ser presença nas famílias.

 

OS TEMPLOS (IGREJAS)

Sendo assim, a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens é a mais antiga da Diocese de Criciúma. A mesma celebra seus 170 anos de criação no ano de 2018.

Em sua história, a paróquia já teve três templos construídos e que serviram como Igreja Matriz.

Em 1864 tomou posse como 1º. Vigário da Paróquia o Pe. João Mattos da Cunha, que construiu a 1ª. Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens no local onde hoje se encontra a Praça Hercílio Luz. Lugar abençoado para tal já em 10 de agosto de 1856 pelo Pe. Antônio Nunes Barreto, vigário visitador da Comarca de Laguna.

 

Primeira capela no centro de Araranguá construída em 1864

Em abril de 1898 iniciou-se a construção da nova Igreja Matriz e no dia 01 de janeiro de 1902 foi inaugurada e recebeu a bênção solene. Era vigário na época o Pe. Ludovico Coccolo.

 

Segunda Igreja construída entre 1898 a 1902

A terceira e atual Igreja Matriz começou a ser construída no dia 09 de junho de 1954 quando era pároco o Pe. Santos Spricigo. A mesma recebeu o Santíssimo Sacramento como momento histórico de inauguração no dia 18 de agosto de 1957, quando a paróquia celebrava a festa do Sagrado Coração de Jesus (2º. Livro Tombo, ano 1957). O pároco era o Pe. Paulo Hobolt.

 

Terceira e atual Igreja: iniciada no dia 09 de junho de 1954 e terminada em 1957

 

 

O santuário

Padroeira

A CÉLEBRE HISTÓRIA DA PADROEIRA DE ARARANGUÁ

          A Nossa Senhora Mãe dos Homens, padroeira de Araranguá tem uma notável história, mas também faz parte dos fatos ocorridos na vida dos povos, em particular, e na humanidade em geral. Com ela esteve o Iate Jovita.

          Ao romper da aurora, quando tudo se encontrava silencioso e apenas se ouvia lá na mata, muito longe, o piá do macuco, o Iate Jovita levantava suas ancoras e velas, nas mansas correntezas das águas do infinito mar azul. Dali ele iniciava sua viagem em direção a república Juliana no sul do Brasil. Enquanto o Jovita navegava vagarosamente, a tripulação escutava o gemido das cordas da viola do preto velho, o tio Cesário, o meu branco como era conhecido.

          Na saída da barra o Jovita quase naufragou, devida a uma forte neblina e as furiosas ondas do mar. Mas o velho piloto Albino Bergundes, conhecedor profundo da longínqua barra, com uma mão no leme e outra na bússola, comandava a pequena tripulação. Quando o Iate Jovita já navegava em alto mar, fora de perigo, uma voz muito sentida e dolorida ouvia-se pronunciar: “Nossa Senhora é nossa protetora”. Era o preto velho africano, que com sua fé fazia uma prece a Nossa Senhora.

 

UM CAIXÃO SEM DONO

Ao chegar em Laguna foi feita uma descarga de 40 pipas de aguardente. Cada pipa continha 400 medidas e cada uma correspondiam a quatro garrafas. Diversas outras mercadorias também ali ficaram, pois era seu destino final, objetos diversos para casa de comércio de Laguna. Dois dias após o Jovita reiniciava sua viagem, como há anos, navegando do Rio de Janeiro para Laguna, fazendo diversas paradas no grande percurso que abrangia seus quase 1500 quilômetros. Este trajeto o Jovita fazia uma vez ao mês, levava 15 dias de ida e 15 de volta, se o tempo assim permitisse. Seu proprietário era um bom Português de Laguna. Carregado de algumas mercadorias seguiu ainda mais ao sul, direção e rumo a Campinas “Araranguá”. As águas do majestoso rio Araranguá calmas como uma brisa, vento leve e o Jovita ia entrando no grande rio rumo a seu destino.

Chegado a Campinas, fez a descarga no trapiche do Rodeio. No dia seguinte, como era de praxe, os proprietários das mercadorias as retiravam. Ficou ali um caixão cujo destinatário não apareceu, permanecendo ali por diversos dias no pequeno deposito do porto.

Certo dia, os comerciantes perguntavam-se “de quem é aquela mercadoria”? Entendendo que não tinha dono e que poderia ser um engano de descarga, o major Porfírio Lopes de Aguiar colocou o caixão em seu Iate e levou a Laguna onde entregou-o para o Capitão dos Portos. Ao chegar em Laguna, todos ficaram  muito curiosos e os marinheiros sob ordem do Capitão abriram  para ver o que tinha naquele caixão. Quando viram que dentro do caixão tinha uma linda imagem e seus anjinhos, ficaram emocionados, aquilo para eles era um grande milagre, pois nunca tiveram visto antes algo tão maravilhoso. Naquele momento o major Porfírio Lopes de Aguiar em seus 27 anos de idade, lembrou que o povo de Araranguá tinha encomendado juntamente com padres e o Sr. Bispo  uma imagem. A certeza de todos que a Santa era para o povo de Araranguá.  Os antepassados diziam, que pela primeira vez ela veio para visitar e na segunda vez ela veio para ficar em meio a seu povo.

 

A RECEPÇÃO A MÃE DOS HOMENS

O barco Jovita em sua atividade normal estaria pronto para viajar para Araranguá. O Capitão autorizou o transporte como destino natural da imagem, mas antes consultou o Jovem major Porfírio Lopes. Agradeceu o major e pediu que apenas avisassem o povo de Araranguá quando chegassem; digam “em breve estará entre este povo a Mãe de todos os Homens, a nossa Padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens”.

Porfírio Lopes cobriu bem aquele caixão e foi ao centro de Laguna na casa de compras. Pediu aos vendedores dois cortes de pano da melhor qualidade, um de cor branca e outro de azul, e disse “Quero o melhor, pois será dele feito as vestes de nossa Padroeira, que tanto nosso povo aguardou; são 57 anos desde a anunciação. Saio ainda hoje e amanhã cedo será o grande dia”.

Quando Nossa Senhora chegava perto da pequena Vila pelo rio, várias pessoas a cavalo saiam correndo, gritando, avisando “ela está chegando”. Quando aportou o barco estavam ali dezenas de pessoas. Todos queriam vê-la.

Levaram aquele grande caixão para casa do jovem Major e combinaram não abrir sem a presença do padre Júlio Carlos de Oliveira que estava um pouco distante da Vila. Foram chegando pessoas e mais pessoas, até que chegou José Antônio de Souza Fernandes e outros de maior idade e assim concluíram.  Quando anunciada pelo Bispo em 1815 ficaram de mandar uma imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens, porém mandaram uma imagem de Bom Jesus da Coluna que ficou na capela de Cangicas. Em julho de 1864 quando da chegada do Pe. João Matos da Cunha, organizou alguns moradores e decidiram mandar fazer uma bonita imagem de nossa Padroeira. Sabia o jovem padre que poderia levar um bom tempo, o que não seria problema pois não tinham lugar apropriado para colocá-la. Comunicou-se com a cúria Diocesana no Rio de Janeiro e autorizou a fazer e que em seguida a comunidade mandaria 1/3 do valor da encomenda. O assunto um pouco se perdeu, pois não tinham tratado de prazo, mas mesmo assim foi remetido alguns valores arrecadados. 

Dentre os presentes, todos rodeavam aquela caixa que a se punha de pé. Uma travessa “tábua” pequena que fora tirada no porto, parecia soltar-se. Os olhos daqueles que já estavam lhe venerando pareciam querer arrancar de vez aquela tábua. Ao retirar apenas a pequena tábua de baixo, com jeitinho moveu aquela peça e ao verem apenas a parte dos pés da Santa e os anjinhos, alguns se puseram de joelhos. Outros mais tímidos se encostaram nas paredes, mas todos admirados. Algumas senhoras com os olhos cheios de lágrimas diziam: “Demorou mas veio, e agora pra ficar conosco.  Mãe divina, Mãe dos Homens”.

Por volta das 16:00 chegou o Sr. Bartolomeu Antônio do Canto já idoso com seus 71 anos de idade, este que fora um dentre os quatro, que escolheu o local da sede da paróquia. Por fim chegou o padre Júlio Carlos que convidou a todos para rezarem e dar as boas vindas a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Padre Júlio pediu a todos que retornassem para suas casas que o major precisaria descansar e a imagem permaneceria ali até o domingo quando seria levado para casa do padre até reunir a comunidade.

Enquanto Dona Emilia Cascaes de Aguiar, esposa do major, arrumava uma sala para ali colocar a imagem, suas irmãs Amélia e Anna e sua sobrinha Cecília recebiam outras pessoas que queriam permanecer por ali “perto da Santa”, mesmo estando em uma grande caixa. Mais tarde chegava Dona Jurumita Perez Maciel, esposa de Fernandes Maciel. Esta foi quem fez a primeira roupa e a capa de Nossa Senhora. Esta senhora foi a zeladora da primeira capela de Araranguá, onde permaneceu até sua morte.

Passaram-se  alguns dias e a Santa permaneceu na casa do Major Porfírio a pedido de Dona Jurumita para que fosse feitas as vestes da Santa. Em um domingo a santa recebeu as vestes e foi levada até a casa em que residia o padre Júlio Carlos de Oliveira, isto em uma grande precisão. A pequena vila de Araranguá que ainda era chamada de Campinas não tinha sua capela para orações, e com a chegada da Santa os moradores começavam a organizar-se.

 

UMA OBRA DE ARTE

A imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens, obra expressiva de arte sacra, estreitamente vinculada a história e a evolução de Araranguá, chegou aqui como escrito anteriormente em 1872, e teve sua talha na cidade de Salvador na Bahia. Encarnação muito bem feita e de esplendida proporcionalidade, foi ela confeccionada de um só tronco madeiriço de madeira, com altura de um metro e 60 centímetros. As figuras dos anjinhos e o menino Jesus que a adornam, foram esculturadas na mesma madeira.

Quantas e quantas perguntas em busca de respostas, que talvez desprezadas pelo passar dos anos.  Não seria interessante saber quem foi o escultor desta preciosidade?

O que é fato e notório, é que Salvador foi e continua sendo o berço dos maiores profissionais na arte de esculturas.

Lembramos que tudo começou em 1815 com a anunciação da autorização pelo Bispo para construção de uma capela sob égide de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Em 11 de janeiro de 1816 aconteceu a bênção da pequenina capela na comunidade que hoje é Hercílio Luz. A história mostra que o Bispo prometera neste período, que enviaria uma pequena imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Porém, algum tempo depois, apareceu uma imagem para pequena capela que não seria Nossa Senhora Mãe dos Homens e sim de Bom Jesus da Coluna.

Depois de 32 anos é que realmente aconteceu a criação da freguesia, mais precisamente em 04 de maio de 1848. Vejamos, em 1816 éramos uma humilde capelinha com conhecimento e bênçãos no grande Araranguá. Em 1848, ganhamos condição de maior idade e em 1864 começamos de fato a viver como freguesia, “Paróquia”.  Portanto, fica a pergunta: quanto tempo levou para ficar pronta a imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens? 08, 22 ou 54 anos. Considerando que temos as datas de 1816, 1848 e 1864, datas estas oportunas para serem feito o devido pedido da imagem para ser entregue em determinada data que não sabe-se o certo. O que é sabido é que a imagem chegou em 1872.

É provável a data de 1864 como data em que foi pedido para fazer a maior obra da igreja do grande Araranguá. Como justificar? Primeiro que a Freguesia ganhava seu primeiro padre e de forma permanente. Segundo, a comunidade estava em curso de organização e tinha pelo menos 08 pequenos núcleos comunitários que faziam parte da Freguesia. Terceiro, a Freguesia já tinha terreno para construção da capela. Quarto, o padre João de Matos Cunha anunciava que aguardavam a imagem da Santa e finalmente, era sabido que o prazo considerável para finalização da grande obra seria de no máximo 10 anos, considerando todas as dificuldades. As providencias de encaminhamento para definição de confecção de Santos, na maioria das vezes eram ações da Diocese em concordância e acompanhamento do pároco local. Esta obra sacra, acredita-se que tenha sido definida em tamanho e outros dados pelo cabido pároco local Pe. Antônio Nunes Barreto que já estava a frente dos trabalhos em Laguna desde 1844. Os bispos Dom Manoel do Monte Rodrigues Araújo ou Dom Pedro Maria de Lacerda. Os conhecimentos dos padres João Jacinto de São Joaquim, João Luis da Silva e João de Matos Cunha este último como primeiro pároco da freguesia como dito anteriormente.

 

A NOVA CASA DA MÃE DOS HOMENS.

Após a chegada da Imagem em 1872, o Padre Júlio Carlos de Oliveira em uma pequena reunião, organizou um evento na casa em que residia, objetivando integrar o grande povo de Deus a Mãe protetora. A imagem estava guardada em um pequeno quarto da casa, mas a pedido do povo, precisava ela estar exposta, e em local adequado para as orações. Vale lembrar que o terreno para a construção da primeira capela foi alcançado em 1856. A pequena igreja de 60 m2 não só pequena, como insegura, pois ali, além de orações, era ponto de encontro para acerto de contas, inscrições e alistamento militar, além de outras ações da esfera governamental do governo da província.

Restou ao padre Júlio conciliar a necessidade e o desejo do povo, dando início a um ciclo anual de atividades para comemoração do dia de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Fato conclusivo: todos os anos eram escolhidas as famílias noveneiras que por 90 dias organizavam-se para encontros de oração e vigília, pois no dia 04 de maio de todos os anos seriam feitos encontros das famílias para festejar o dia da padroeira na velha e pequena capelinha da Vila. É bem verdade que somente a partir de 1883 começaram a promover as festas e ganhando bem maior impulso e organização a partir de 1901.  Neste período, compreendido entre 1872 a 1883 algumas famílias se destacam em participação, como os Lumertz, Borba, Coelho, Cunha, Machado, Praia, Matos, Emerim, Evaldt, Guimarães, Pereira entre outros. Estes vindos do lado sul, ou nas longínquas comunidades de Sertão das Torres, Passo do Sertão e Sombrio.

E assim foram quase 30 anos, até a construção da nova igreja. Com a criação do “Município”, em 1881, a igreja deu um passo a mais, seu povo viu a necessidade de organizar-se, e começou então a viver pequenas comemorações na “Vila” sede da freguesia, ou paróquia. A figura dos festeiros apareceria somente no início de 1902 num outro momento da igreja.

 

A DEVOÇÃO CHEGA AO BRASIL

Nossa Senhora Mãe dos Homens é uma reverência a Mãe de Cristo. Sua origem remonta à Portugal, surgida em Lisboa. Veio para o Brasil devido à fuga de um devoto conhecido como Irmão Lourenço, haja vista a forte perseguição do Marquês de Pombal à sua família Távora.

A invocação a Maria, Mãe de Cristo, surgiu no convento de São Francisco das Chagas, no bairro de Xabregas, em Lisboa.

A devoção a Nossa Senhora Mãe dos Homens chegou depois do século XVIII trazida por um personagem envolto em mistério, o Irmão Lourenço, um membro fugitivo da família Távora, perseguida cruelmente pelo Marquês de Pombal por razões políticas.

No Brasil, o Irmão Lourenço adquiriu terras na Serra do Caraça, em Minas Gerais, onde fundou o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Lourenço construiu também, em 1774, a primeira capela. No mesmo local, posteriormente, foi construído o Colégio do Caraça, que educou por várias décadas grande número de jovens brasileiros. Após um incêndio de grande vulto, somente a ermida de Nossa Senhora Mãe dos Homens permaneceu intacta.

 

AS FESTIVIDADES EM HONRA A NOSSA SENHORA.

A celebração da festa da padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens era comemorada no primeiro domingo de maio de cada ano. Em 24 de abril do ano de 1910 estabelece-se definitivamente que os festejos da padroeira deveriam ser celebrados no dia 04 de maio, como comemoração perene do histórico do dia 04 de maio de 1848, quando por lei provincial foi criada a freguesia Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Esta decisão foi tomada em reunião do conselho de fábrica, sendo o presidente o Coronel João Fernandes de Souza e o pároco padre Miguel Pizzio. Houve um período de pelo menos 14 anos que a imagem da santa não saia de dentro da igreja durante as festividades. Alguns relatos diz que o então pároco Antônio Luiz Dias temia estragos na imagem uma vez que ela já apresentava pequenos problemas.

No ano de 1935 em que foi festeiro o senhor Otavio Bertoncini e sua esposa dona Marilia Bertoncini, assumiram com o pároco Padre Antônio a responsabilidade e o compromisso de levar nossa Senhora em procissão. Com muita insistência, obtiveram com o padre a autorização e assim os festejos se estenderam pelas ruas da cidade. Foi nesta festa que Nossa Senhora usou pela primeira vez a capa sobre os ombros, sugestão dada pelos festeiros e aceita, deixando a santa mais elegante, bonita e de rara beleza. Desde então, todos os anos, devotos manifestam-se em cobrir os ombros da Santa com um novo manto, uma tradição que já vive seus 78 anos. Tivemos registros de devotos que estariam aguardando há 08 anos a oportunidade de dar esta contribuição, que para estes, seria uma contemplação, um momento de glória. Lamentável não poder registrar todos os nomes de pessoas que se dedicaram a estas doações. Muitos foram os casos onde a própria doadora confeccionou o manto. Outros casos levavam o manto para novenas e ciclo de orações.

 

OS FESTEIROS

Passou a ser parte da vida das pessoas católicas a convivência com a presença de nossa padroeira. A cada ano ou momento que antecede o período das festividades em honra a Mãe dos Homens, o povo se organiza. Com o passar dos anos, as comunidades paroquianas se integram, se ajudam, contribuem. Na certeza de um só sentimento, o de devoção. Estar integrado as coordenações, ao grupo de festeiros, de noveneiros ou até mesmo na mais humilde atividade é algo enaltecedor, pois vive-se a presença junto a Nossa Senhora.

É oportuno dizer, que cremos que o número de devotos cresce a cada dia, por mais que as facilidades crescem e notadamente também crescem os problemas das pessoas. É possível sentir nos olhares das pessoas quando na presença da mãe, o mais puro sentimento da crença, do amor, da vida. É visível ver e entender que recorrem a ela em busca de conforto, de aconselhamento, de luz e de esperança. É compreensível poder sentir isto tudo, porque somos o retrato fiel deste comportamento ou desta vida.

Por tantas razões, nosso povo guarda este dia, como o dia de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Um dia de ação de graça, um dia de glória, um dia de festejar a presença da mãe entre nós.

Sabe-se que os festeiros são pessoas de convívio absoluto com a igreja católica, em especial com nossa paróquia. É comum entender que são escolhidas pessoas ou casais comprometidos em contribuir para com o evento, mas acima de tudo ter testemunho de vida, de oração, de convivência social e espiritual. Nosso povo “graças a Deus” tem testemunho de participação e quando um convite feito a resposta dificilmente não é diferente do SIM. As ações são continuas no dia a dia de cada um, mas desatacam-se em períodos que antecedem ao grande dia. São novenas, encontros, reuniões, organização, sempre em sintonia com os mais presentes colaboradores da igreja juntamente com o pároco e auxiliares. Momento impar certamente aos escolhidos, pois estarão bem mais próximos de nossa Mãe.

 

PÁROCOS

02 de setembro de 1915: Dom José Caetano da Silva Coutinho (Bispo do Rio de Janeiro) concedeu despacho favorável para a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora Mãe dos Homens.

11 de janeiro de 1816: a capela foi inaugurada, sendo atendida pelos padres Manuel Fernandes, Jerônimo Francisco Coelho e José Luiz (da paróquia de Laguna).

04 de maio de 1848: CRIAÇÃO DA FREGUESIA NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS.

04 de setembro de 1848: Foi designado por provisão o padre João Matos da Cunha (natural do estado do Pará).

Julho de 1863: todos os livros paroquiais começaram a ser rubricados, ou autenticados, como próprios da paróquia.

Encontra-se registrado nos livros Tombos da paróquia um total de 23 párocos (sem contar os vigários/auxiliares e sacerdotes missionários) que exerceram seu ministério na Paróquia.

  • 03 de janeiro de 1868 a 1871: Pároco padre Francisco José da Costa Souza.
  • 1871 a 1875: Padre Dr. Cipriano Bounacore (italiano).
  • 1876 a 1893: Padre Júlio Carlos de Oliveira (catarinense).
  • 1893 a 1897: Padre Carlos Schmees (alemão).
  • 1898 a 1900: Padre Francisco Chylinski (alemão).
  • 1901 a 1905: Padre Ludovico Cóccolo (italiano).
  • 1905 a 1906: Padre Miguel Pizzio (italiano).
  • 1906 a 1907: Padre João Canonico (italiano).
  • 1907 a 1910: Padre Miguel Pizzio.
  • 1910 a 1911: Padre Francisco Chylinski.
  • 1911 a 1914: Padre Jacinto Bertero.
  • 1914 a 1939: Padre Antônio Luiz Dias.
  • 1939 a 1941: Frei Júlio Mattioli (OSM).
  • 1941 a 1952: Frei Tiago Coccolini (OSM).
  • 1952 a 1956: Padre Santos Spricigo.
  • 1955: CRIAÇÃO DA DIOCESE DE TUBARÃO.
  • 1956 a 1977: Cônego Paulo Hobold.
  • 1977: Padre Honorino Pedro Dall Alba.
  • 1977 a 1984: Padre Francisco Marini.
  • 1984 a 1987: Padre Lino Brunel.
  • 1988 a 1992: Padre Donato Darós.
  • 1993: Padre Sérgio Geremias de Souza.
  • 1994: Padre Dionísio Feltrin.
  • 1995: Padre Valdemar Carminati.
  • 1996 a 2011: padre Ademar Paulo de Faveri.
  • 2011 a 2015: Padre Antônio Marcos Machado Madeira.
  • 2016 a ...: Padre Alirio Leandro.

 

2018: NASCE O SANTUÁRIO

PROJETO PARA ELEVAÇÃO
DA IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS
A SANTUÁRIO DIOCESANO DE NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS

 

JUSTIFICATIVA

1. A celebração dos 170 anos de Criação da paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens a ser celebrado em 2018;

2. A antiga e fecunda devoção mariana não só paroquial, mas de todo o Vale do Araranguá e seus arredores (cf. Cân 1230);

3. A ausência de um santuário em toda região sul da Diocese de Criciúma para a piedade dos fieis (Cân 1233);

4. O constante fluxo de fiéis, provenientes de diferentes regiões e estados da Federação à Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens, especialmente na festa da padroeira (cf. Cân 1233);

5. Os inúmeros testemunhos de graças alcançadas;

6. A procura constante pelos sacramentos, sobretudo da Eucaristia e da Reconciliação (cf. Cân 1234 §1);

7. A dinâmica intensa da paróquia em suas 14 comunidades, e a necessidade de uma maior disponibilidade para atender os fiéis e peregrinos devotos de Nossa Senhora Mãe dos Homens (Cân 1233).

8. O acervo votivo (arte e piedade) que está em fase de organização e catalogação (cf. Cân 1234 §2).

9. A orientação do Bispo Diocesano para a preparação dos estatutos próprios (cf. Cân 1232 §1-2).

  • Pensemos também em toda a evangelização realizada nestes 169 de anos de paróquia! Quantos batizados, Primeira Comunhões, Crismas, casamentos etc.
  • Registra-se também nos livros Tombos da Paróquia a ordenação sacerdotal de três filhos da terra, a saber:

07 de agosto de 1955: Frei Tarcisio Baltazar (OSM).

15 de agosto de 1961: Padre Frei Moacyir Luchi.

11 de agosto de 1963: Frei Otávio Destro (OSM).

  • Em 2010 o município de Araranguá contava com um total de 61.310 habitantes. A estimativa para o ano de 2016 é de 66.442 habitantes (segundo o IBGE/12).

 

OBJETIVO

Oferecer aos fiéis meios de salvação mais abundantes, anunciando com diligência a Palavra de Deus, incentivando adequadamente a vida litúrgica, principalmente com a Eucaristia e a celebração da penitência, e cultivando as formas aprovadas de piedade popular,participando na construção de uma sociedade justa e solidária em defesa da vida, sem exclusões, a caminho do Reino definitivo.

 

HISTÓRICO DA PARÓQUIA

  • Em 04 de maio de 1848 a Lei Provincial no 272, criou a Freguesia de Nossa Senhora Mãe dos Homens (desmembrando-a da Freguesia de Santo Antônio dos Anjos de Laguna), tendo por limites ao sul, o Rio Mambituba, e ao norte, o rio Urussanga.
  • Artigo 1º. – A Província de Araranguá fica desmembrada da Freguesia de S. Antônio dos Anjos de Laguna, para formar uma nova Freguesia sob a invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens, precedendo as licenças do Ordinário (1º. Livro Tombo, página 128).
  • Sendo assim, a Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens é a mais antiga da Diocese de Criciúma. A mesma celebra seus 170 anos de criação no ano de 2018.
  • Em sua história, a paróquia já teve três templos construídos e que serviram como Igreja Matriz.
  • Em 1864 tomou posse como 1º. Vigário da Paróquia o Pe. João Mattos da Cunha, que construiu a 1ª. Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens no local onde hoje se encontra a Praça Hercílio Luz. Lugar abençoado para tal já em 10 de agosto de 1856 pelo Pe. Antônio Nunes Barreto, vigário visitador da Comarca de Laguna.
  • Em abril de 1898 iniciou-se a construção da nova Igreja Matriz e no dia 01 de janeiro de 1902 foi inaugurada e recebeu a bênção solene. Era vigário na época o Pe. Ludovico Coccolo.
  • A terceira e atual Igreja Matriz começou a ser construída no dia 09 de junho de 1954 quando era pároco o Pe. Santos Spricigo. A mesma recebeu o Santíssimo Sacramento como momento histórico de inauguração no dia 18 de agosto de 1957, quando a paróquia celebrava a festa do Sagrado Coração de Jesus (2º. Livro Tombo, ano 1957). O pároco era o Pe. Paulo Hobolt.
  • Encontra-se registrado nos livros Tombos da paróquia um total de 23 párocos (sem contar os vigários/auxiliares e sacerdotes missionários) que exerceram seu ministério na Paróquia.

 

A DEVOÇÃO

  • Sua origem remonta à Portugal, surgida em Lisboa. A invocação a Maria, Mãe de Cristo, surgiu no convento de São Francisco das Chagas, Lisboa.
  • A devoção a Nossa Senhora Mãe dos Homens chegou ao Brasil depois do século XVIII devido à fuga de um devoto conhecido como Irmão Lourenço, haja vista a forte perseguição do Marquês de Pombal à sua família.
  • No Brasil, o Irmão Lourenço adquiriu terras na Serra do Caraça, em Minas Gerais, onde fundou o Santuário de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

 

A IMAGEM

  • A imagem de Nossa Senhora Mãe dos Homens, padroeira de Araranguá tem uma notável história. Em 1815 o Bispo de Rio de Janeiro anunciou que iria mandar uma imagem de Nossa Senhora Mãe dos homens. A mesma chegaria apenas em 1872, sendo vigário o Pe. Júlio Carlos de Oliveira. Uma notável obra de arte sacra, estreitamente vinculada a história e a devoção de Araranguá. Teve sua talha na cidade de Salvador na Bahia. Foi confeccionada de um só tronco de madeira, com altura de um metro e sessenta centímetros. As figuras dos anjinhos e do Menino Jesus que a adornam, foram esculturadas na mesma madeira.

A FESTA / PROCISSÃO

  • A celebração da festa da padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens em Araranguá era comemorada no primeiro domingo de maio de cada ano. Em 24 de abril do ano de 1910 ficou definido que os festejos da padroeira deveriam ser celebrados no dia 04 de maio, como comemoração perene do histórico dia 04 de maio de 1848, quando por lei provincial foi criada a freguesia Nossa Senhora Mãe dos Homens.
  • A procissão com a imagem ocorre todos os anos no dia 04 de maio pelas ruas da cidade. Neste último ano a estimativa foi de 15 mil pessoas que acompanharam a procissão.

 

OS COSTUMES

  • Hoje temos uma linda tradição que é a LIMPEZA DA IMAGEM DA SANTA feita uma vez por ano e que é feita somente por algumas mulheres. Durante as festividades é dada a bênção do NOVO VESTIDO e do NOVO MANTO.
  • Todo ano é feita a COROAÇÃO DA IMAGEM de Nossa Senhora na véspera da festa.
  • Outro costume é a escolha de festeiros e noveneiros para organizarem a festa. Neste ano de 2016 foram mais 700 pessoas (festeiros e noveneiros) que se dedicaram a organização da festa.

 

A ORGANIZAÇÃO PASTORAL DA PARÓQUIA EM 2017

  • Atualmente a paróquia é formada por 14 comunidades organizadas com o seu Conselho de Pastoral da Comunidade (CPC) e com Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) bem constituído. A paróquia conta com um total de 23 serviços de pastorais e movimentos que dinamizam toda a evangelização nas comunidades.
  • Além das comunidades, a paróquia atende semanalmente a Casa Madre Regina, o Lar São Vicente (asilo), o Hospital Regional de Araranguá e uma vez por mês a Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL).
  • Nossa evangelização tem ainda a grande contribuição da Congregação dos Padres Josefinos de Murialdo que residem no Colégio Murialdo e também das Irmãs de Santa Catarina com o trabalho desenvolvido na Casa da Criança e do Adolescente - Madre Regina.

Solicitamos que, pelos motivos aqui apresentado e consultado o povo através do abaixo assinado, seja elevado a SANTUÁRIO DIOCESANO NOSSA SENHORA MÃE DOS HOMENS para maior Glória de Deus e santificação dos homens e mulheres (cf. PO 1146), a comunidade Nossa Senhora Mãe dos Homens, também Igreja Paroquial (cf. Cân 515 §1-2) localizada à Praça Hercílio Luz, 286, Centro, Araranguá/SC. Para tal, sugerimos ainda, em tempo oportuno, após um estudo aprofundado e havendo necessidade que seja elevada uma de nossas comunidades a Sede Paroquial.

 

 

O santuário

Pároco

 

PADRE ALÍRIO LEANDRO

 

 Padre Alírio Leandro formado em Filosofia pela   Universidade  do Sul de   Santa Catarina (UNISUL) e Teologia pelo Instituto Teológico de Santa   Catarina (ITESC). É pós-graduado em Formação para Educadores pela Escola   de Formadores (OSIB – Sul IV).

 É sacerdote Católico desde 2005 na Diocese de Criciúma. Exerceu seu ministério sacerdotal na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens (Araranguá) na função de Vigário Paroquial; foi Reitor do Seminário Propedêutico (Cocal do Sul), Reitor do Seminário Menor Nossa Senhora de Caravaggio (Nova Veneza); Pároco na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Cidade Mineira – Criciúma); Diretor Espiritual no Seminário  Filosófico de Santa Catarina (Brusque) e atualmente é Pároco na Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens (Araranguá).

  • Nasceu em Maracajá (SC): 10/01/1977
  • Ordenado Diácono: 06/02/2005
  • Ordenado Presbítero: 30/04/2005
  • Data de nomeação: 13/11/2015
  • Posse como Pároco: 02/01/2016

 

 

O santuário

Vigário paroquial

PADRE MARCOS ROBERTO HUK

 

Padre Marcos Roberto Huk natural de Canoinhas, SC, nascido no dia 05 de maio de 1968. Mudou-se para Curitiba em 1970 e permaneceu lá até 1982. No ano de 1983, ingressou no Seminário Menor Nossa Senhora das Dores em Turvo, concluindo a 8ª série do antigo ginásio no atual Colégio Estadual João Colodel. Depois, cursou o Ensino Médio no Colégio Servos de Maria, nos anos de 1984, 1985 e 1986. 

Em 1987 fez o Noviciado em Curitiba. De 1988 a 1991, cursou Bacharel e Licenciatura em Filosofia na PUC – Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Em 1992, foi designado para a Comunidade dos Servos de Maria no Acre. No 2º Semestre deste mesmo ano, ingressou no Colégio São Marcelo em Roma, Itália, onde estudou Teologia e Mariologia, concluindo em julho de 1995, quando retornou ao Brasil. 

De 1996 a 1999 em Curitiba, foi ordenado sacerdote e além de trabalhar como vigário da Capela Maria Mãe da Igreja da Paróquia Santa Bertila, fez a Pós Graduação em Filosofia na PUC – PR.
No ano 2000, designado para Turvo, onde exerceu a função de formador no Seminário, de professor no Colégio Servos de Maria e de Vigário Paroquial até 2005.

Em 2006, é transferido para a comunidade de Curitiba, onde permaneceu até 2008 trabalhando como Formador Vocacional dos Postulantes e ainda obteve o título de Mestre em Filosofia, na PUC-PR – Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
Em 2009, volta a Turvo, para dirigir o Colégio Servos de Maria e concomitantemente de Reitor do Seminário Menor.

Como Diretor do Colégio servos de Maria, implantou o novo método de Avaliação e outras inovações. Destaca-se durante o seu período de direção, o recebimento do Prêmio máximo na Educação de Santa Catarina, o prêmio “Elpídio Barbosa”, recebido em outubro de 2016 em Florianópolis, por ter sido o Colégio Servos de Maria, o colégio catarinense que mais cresceu em aprovação no Exame Nacional de Ensino Médio – ENEM - tendo como base os anos de 2014 e 2015.

A partir de 2014, acumulou a função de Pároco na Paróquia de Turvo, onde além de prestar assistência espiritual individual aos paroquianos e a Administração da Paróquia, realizou o I e II Cerco de Jericó; a visita pastoral com a presença de Dom Jacinto, visitaram todas as instituições municipais: executiva, legislativa e judiciária, como também a outras instituições do município.
Em 2017, assumiu o noviciado, que está sendo realizado em Turvo e continuou trabalhando como vigário.
Em 2018, foi nomeado por Dom Jacinto, vigário da Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá.
Com muita alegria acolhemos em nossa paróquia o novo Vigário Paroquial Pe. Marcos. Que Nossa Senhora Mãe dos Homens estenda seu manto de proteção e o bondoso o cumule de bênçãos e graças.

  • Nasceu em Canoinhas (SC) 05/05/1968
  • Ordenado Presbítero: 04/05/1996
  • Data de nomeação: 13/12/2017
  • Posse como Vigário: 04/02/2018

 

O santuário

Expediente

Expediente Paroquial

 Segundas-feiras: (Manhã - Expediente Interno) A tarde das 13h30min às 17h00min;

Terças-feiras às Sextas-feiras: Das 08h00min às 12h00min e das 13h30min às 17h00min;

Sábados: Das 08h00min às 12h00min;

 

O expediente paroquial conta com o atendimento de :

Tatiana Hilzendeger Marcon

 

Atendimento Padre Alírio Leandro

Terças-feiras: 08h30min às 12h00min e das 14h00 às 17h00min;

Quintas-feiras (Lideranças): 08h30min às 12h00min e das 14h00min às 17h00min;

 

Atendimento Padre Frei Marcos Roberto Huk

 Quintas-feiras (Lideranças): Das 08h30min às 12h00min e das 14h00min às 17h00min;

Sextas-feiras: Das 08h30min às 12h00min e das 14h00min às 17h00min;

 

Atendimento Irmã Erinita

Quartas-feiras: Das 09h00min às 12h00min e das 14h00min às 17h00min;

 

A ANUNCIAÇ...Leia mais

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